Para Ana Cláudia, minha mulher
Preciso conceber o que se revela
Por trás desse conjunto de aquarela diáfana.
Esse que expulsa suas cores que pulsam.
Gradações, quadros de pueril alma.
Posso!
Afundar sem o que respirar,
Acometer sem ter o que me socorrer.
Doer-me só para choramingar
Inda assim não a apreenderei.
Inda assim não a moverei.
Posso sim!
Assoviar a brisa
Assoprar a melodia
Abraçar o intangível
Abarcar o planeta.
Mas quero ser pingo
Mera gota de tinta
Na ponta do pincel
Com que colore sua vida
.
.
..André
6 Comentários
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Ola Andre! Ri do seu comentario na Bela, o do “assolan”! Gostaria de te convidar pra ser leitor do meu humble blog. Vc poderia me mandar um email pra eu te convidar? morpheos_hotmail.co.uk
Um abraco!
e isso faz toda a diferença cara!
não manjo muito de poesia não, mas acho que o que importa é a conclusão, e a sua foi perfeita!
Aaaaaaaaaaai, que lindooo!
Ela já leu?
Ela chorou?
ai, zizuiz…tá tá…eu sei que eu sou uma bestolé.
Beijocas, querido assolan.
“Doer-me só pra choramingar” é ótimo. Parabéns pela poesia!
Adorei esse seu jerico.
Abraço
Ai que liiiiiindo!!! Tem umas poesias legais aqui nesse blog. vou frequentar mais.