
Brisa fria que alça
em pirueta e cambalhota,
Ateia, irrompe e entorta,
dá nota à porta,
qual inda cerrada,
canta a aura
na fresta apertada.
Sinfonia afoita,
quebrantada!
Tons de pouca ciência,
rompem a sala
ornada, taciturna,
imódica, insensata.
Assusta a fleuma,
justo esta que armara,
em tempo infeliz
que sua voz calara.
Era da expiação,
maré da amargura.
Dias de solidão,
gota consternada,
badalada de dor,
na área decorada.
Brisa fria que alça
em pirueta e cambalhota…
.
.
André Oliveira
Essa eu resgatei do início do Jerico especialmente pra Julio, Selma, Nicolás e Lucila, que curtem o frio de Buenos Aires comendo goiabada cascão, doce de leite, biscoito de nata e tomando café Bocaina, mel e pinga que mandei de presente, comprados na Padaria Rainha e devidamente embalados pelo amigo Natan.
Um brasileiro entra na policia em plena Caxias do Sul e dirige-se ao xerife:- Vim entregar-me, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.- Meu senhor, as leis aqui são muito severas e são cumpridas e se o senhor é mesmo culpado não haverá apelação nem dor de consciência que o livre da cadeia!- Atropelei um argentino na estrada ao sul de Caxias.- Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se estes argentinos atravessam as ruas e as estradas a todo o momento ?- Mas ele estava no acostamento.- Se estava no acostamento é porque queria atravessar, se não fosse o senhor seria outro qualquer.- Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele homem, sou um crápula !- Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação, repúdio popular , passeata, repressão, pancadaria e morreria muito mais gente, acho o senhor um pacifista, merece uma estátua.- Eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada.- O senhor é um grande humanista, enterrar um argentino, é um benfeitor, outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubús e outros animais, provavelmente até hienas.- Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava : Estoy vivo, estoy vivo- Tudo mentira, esses argentinos mentem muito.
O frio não é novidade nesse sábado. A novidade é esse corpo mole anunciando um resfriado. Como amanhã é dia da trilha do Jerico me resguardo no calor daqui de casa. Deitado no meu batcolchonete de alongar coluna, com as pernas esticadas e pra cima, com o laptop no colo, fone de ouvido, foi que montei uma playlist pra lá de eclética. Lembrei-me daquele programa da Rádio Bandeirantes, que rolava em todo Brasil, sábado, depois da meia noite. São Paulo by night, Salvador by night e era by night em tudo que era cidade. O Jerico tb fez sua “by night”. Espero que gostem.
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Cresci na Vila Mariana, mais precisamente na Rua Padre Machado. Minha rua é travessa da Domingos de Moraes, aonde está instalado há mais de um século o Colégio Arquidiocesano de São Paulo, onde estudei e tive educação católica apostólica romana, garantida pelos padres rígidos, austeros e que veneravam o exercício medieval do puxar de orelhas. Marista, o Arqui não pecava pela qualidade da formação cultural de seus mais de 3.000 alunos. Tínhamos teatro, cinema, dança, música, fanfarra e até coral, além, obviamente do catecismo deliciooooso do Irmão Segismundo (muitas vezes em latiiiiiiim). Fui expulso 2 vezes! Pudera, o homem marcava as aulas para as 7:00h de domingo e antes da missa, a qual éramos obrigados a ir. Perdia ponto quem não freqüentava. Sério!
Lembro de ter encenado de Shakespeare a Saint Exupéry nas peças de fim de ano. Fiz música e aprendi instrumentos de sopro e percussão, como o xilofone e marimba. Até hoje arrisco minha flauta doce para desespero do povo lá de casa, que não tem ouvidos tão apurados como o meu.
A Padre Machado ficava a 4 quarteirões do Museu Lasar Segall, que de tanto minha mãe nos fazer freqüentar,eu sabia toda sua história, conhecia toda sua obra exposta e um dia cheguei até a achar que o homem era meu tio.
Toda semana tinha uma programação diferente e minha mãe amava a cinemacoteca do museu, principalmente os filmes italianos. Devo ter visto umas 20 vezes a película “Dio come ti amo!”, acabei por decorar a letra e cantava a música melhor que Gigliola Cinqueti. O filme, de direção de Miguel Iglesias, derretia pela tela da sala junto com as lágrimas convulsivas de minha mãe. Fiquei encantado, como sou até hoje, com os grandes diretores italianos. E os filmes franceses? “Vivre sa vie” e “Pierrot le fou” de Godard, eram muito pra um menino de 10 anos, mas vai dizer isso pra Dona Edivaldina, que sempre fez Aliança Francesa pra se sentir mais perto da França, que por sinal ficava há duas quadras de casa. Não França, a Aliança – na Altino Arantes. Foi na cinemacoteca, dessa forma, que me apaixonei por um doido chamado Glauber Rocha e suas terras em transe. Identifiquei-me com o cara, sabeseládeusporque? Freqüentávamos, do mesmo modo, os saraus de sábado do museu onde conheci a poesia, a prosa e uma tal de Lispector, um outro Vinícius, o Pessoa, um tal de Assis, assim como outros.
Bem perto, na Paulista, passeavámos sempre no MASP, até porque, Dr. Carlos, o oftamologista que operou meus 3 irmãos da vista por conta do estrabismo, tinha consultório na Peixoto Gomide, coladinho. Achava aquele prédio despropositado, sem nexo. Chamava de caixa de fósforo.
Enfim, aquilo pra mim era tudo normal, trivial, fazia parte do cotidiano e às vezes até enchia o saco. Pensa bem, ficar de saco cheio disso tudo é até sacrilégio, né não?
Pensando bem, não é que Dona Dina soube dar mesmo uma boa educação cultural para seus 4 filhos? Depois dizem que sou saudosista.
Ah! Sem esquecer que tínhamos na TV a Vila Sésamo e Daniel Azulay.
Minhas lembranças de infância me remetem, até de forma prodiga, a imagens do ano de 1972 no bairro da Graça em Salvador. Lembro-me de uma escadaria que amava subir em dias de chuva e contra a enxurrada, com meu pai segurando minha fralda pela bunda enquanto eu cantava: “ti-tá titatá, ti-tá titatá… Lembro-me perfeitamente disso, como se fosse hoje. Como lembro de minha prima Mônica vestida de baiana, de meu avô Edvaldo me levando pra nadar, de meu tio Dilsinho e sua cerveja, meu tio Raimundão, minha tia e escritora Eneida Leal , sempre a me ensinar besteiras , os meninos de Dona Rosa e Seu Aristídes, da praia da Barra, do picolé de manga e de umbu, de minha mãe “sempre rindo e sempre cantado… na base da vã valentia” (como já cantava Gil) e da casa sempre cheia. Éramos muito simples, pobres, extremamente felizes. Mas vivíamos sobre a égide de uma possibilidade que transtornava a casa: O “se”!.
E se descobrissem que meu pai vivia clandestino após ter sido membro atuante do PCB? Se descobrissem que meu pai era ligado a pessoas como Wladimir Pomar e João Amazonas? Que seu irmão, meu tio Joaquim e sua esposa, transmitiam um programa radialístico do Partidão de uma transmissor de AM da Albânia para os rádios no Brasil? Se percebessem que foi ele umas das pessoas que fez treinamento de tática de guerrilha na China e na Rússia? E que foi meu pai o portador de muito dinheiro, trazido da China pela Europa (ficou escondido por meses em Paris), para financiar as operações de guerrilha no Araguaia, onde depois de voltar se refugiou e quase morreu? E se descobrissem que naquela época ele usava o codinome Rafael? E se descobrissem que ele sobreviveu ao Massacre do Araguaia e que foi pra Salvador liderar movimentos estudantis, onde conheceu minha mãe, uma simples e bela estudante de letras da Universidade Federal? E se descobrissem que tudo isso gerou um primogênito, André, e dois anos depois os gêmeos: Guido e Mauro?
Penso alegremente que um dia já chamei meu pai de “paínho” e minha mãe de “maínha”. Com a criação paulistana misturada com a de Minas, que me adotou na adolescência, perdi também meu sotaque, assim como minha naturalidade legal, já que minha identidade me aponta como um legítimo carioca. Deus e meu avô sabem que sempre serei um bom, orgulhoso e saudoso soteropolitano.
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4:30h – Um Jerico pra lá e pra cá.
Vivemos num Brasil que tem a habilidade de coexistir com seus brasis de facetas distintas. Nesse pedaço de chão, que ainda por pirraça teima em continuar ser latifúndio da inópia, mesmo fazendo cara de paisagem e vestindo roupa usada dos países desenvolvidos, encontramos uma diversidade elogiável de realidades dissimuladas que engana céticos e pragmáticos.
O brasileiro, até por uma questão cultural, não entende que o que ele vê numa ala nobre de um shopping chique em São Paulo ou numa mansão de novela da Rede Globo, é universalmente incabível perante os olhos do palpável e tolerável, em pleno século 21, nesse país que convive com uma doentia desigualdade e extrema concentração de renda, aliado aos “progressos” políticos, comparados somente a Cuba e Venezuela. São incoerências paradigmáticas que já foram absorvidas pela nossa forma bizarra de conciliar a desgraça com a maravilha. E êita que pra isso nós somos campeões!
Por isso vivemos encaixados em brasis de 1º, 2º, 3º, 4º e 5º mundo. Nosso digníssimo e seu séquito, que são do 5º mundo, não por suas ascendências culturais, mas por crônico comportamento venal, patrocinam ainda mais tais discrepâncias. O presidente peca por sua supressão administrativa e inadmissível desconhecimento dos problemas de seus brasis e suas instituições. Além da recorrente cegueira que lhe acomete perante as mazelas do executivo, tais como as que assolam os órgãos responsáveis pela operacionalização da aviação civil nesse país.
Ontem quase 200 pessoas pegaram fogo, viraram cinzas dentro de um forno de 1000 graus, porque uma das pistas do aeroporto mais movimentado de um de nossos brasis, o dito de 1º mundo, mais uma vez, não ofereceu a devida segurança aos seus aviões e cidadãos.
Crônica da tragédia anunciada? Não é assim que funcionam as coisas aqui? Todo mundo sabe da zorra mas joga debaixo do tapete?
Aquelas chamas mostravam a cara, o berro e o desespero de todos os nossos brasis: dos de 1º ao de 5º mundo. Até quando precisaremos ver queimar os nossos para ter um único e decente Brasil? Até quando?
Esse texto foi providencialmente encomendado ao amigo e ex-colega de ginásio Tadeu Gomes. Essas linhas já estavam aqui me cutucando desde junho, quando por e-mail recebi a encomenda com um certo atraso por conta das provas do “porquinho” (lembrei do apelido!!!!!). Domingo, o tempero e o sabor do Tadeu e de seu restaurante Tulha me avivaram a fome por letras diferentes. Valeu Tadeuzin! Apesar de você, pecaminosamente, ter “burlado o tema proposto” eis seu texto no Jerico.
Por onde começar? Pelo princípio com certeza.
Segundo o mestre Aurélio, o verbete princípio tem por significado “Dar princípio a; começar, iniciar”, ou seja, aquela motivação primeira ou o nosso ponto de partida. Vamos dar princípio então a este pensar, que não quer de maneira alguma ser o ultimo, e sim, o princípio de uma conversa no encontrar de outros pensares.
Hoje nas rodas de botequim muito se fala da falta de princípio dos governantes, dos poderes constituídos, dos lideres políticos, dos lideres comunitários, dos chefes de setores, dos colegas de serviço, da humanidade etc.
Quando falamos deste modo de certa forma expressamos uma verdade: os seres humanos na sua grande maioria se esqueceram de sua instância primeira, originária e propulsora. Alguns se arriscam a denominá-la e a chamam de Deus, Alá, Olorum, Shiva, Tao e outros tantos nomes pelo qual tentam definir o Sagrado. Todos estes nomes trazem consigo um capital cultural riquíssimo de comunidade, ética, moral, esperança, caritas e eros que se entrelaçam para nortear o ser humano.
Quando ignoramos ou rejeitamos nossa Origem, corremos o risco de nos esvaziarmos destes valores indispensáveis a vivencia e sobrevivência do ser humano.
Se assim procedemos então o que nos impulsiona? Que valores defendemos e comunicamos com nossos atos concretos? De que modo nós efetivamos este capital?
Parece-me que o que nos move é a idéia neoliberal de que precisamos obter o máximo investindo sempre o mínimo. È a política do lucro fácil e do lucro extremo.
Não pensemos nós que esta política se dá somente entre os grandes empresários e os grandes políticos. A lei do menor esforço prevalece nas organizações de base.
A família delega a educação dos filhos à escola sob o argumento que os impostos pagos devem garantir o ensino de seus filhos. O que as move? Mais fácil que educar o filho é pagar para que alguém o faça. Melhor que despender a maioria de meu tempo para educá-los é converter “x” horas do meu tempo de trabalho em moeda para que alguém o faça.
A escola adotou desde a muito a idéia capitalista dos resultados, das notas, dos números. O que conta é a conta. O ensino foi contabilizado. Temos metas de aprovação que deverão ser cumpridas. O não cumprimento põe sob suspeita a escola, o município, o estado, o pais. Os bancos mundiais contabilizam estes números para os empréstimos.
Se os resultados do exame não são suficientes para aprovar o aluno, não nos cabe mudar os métodos e sim complementar os números. Podemos trocar pontos na média por trabalhos recortados na internet. Podemos promover a Semana do Verde onde quem plantar (ou comprar ) um pequeno vaso de flor e entrega-lo a professora “X” recebe um abono na média final. Enfim com pouco esforço salvamos a nota, a escola, o município, o estado, o país, o empréstimo junto ao banco mundial e é claro os nossos empregos.
O aluno assimila como ninguém este modelo. Aprende desde cedo os atalhos para um boletim aceitável. O modelo de resultados apresentado pelas escolas o acompanha até o nível superior de sua formação de tal modo que, quando do seu ingresso na faculdade, ele já está apto a pedir que alguém assine a lista de presença para justificar a sua falta, colar o suficiente para garantir a nota de aprovação, comprar o trabalho de conclusão de curso ou a monografia e aqueles mais aplicados conseguem até mesmo negociar com alguém mais influente um bom cargo sem que seja preciso passar em algum concurso chato e extenuante. O que vale é o resultado. O que conta é o diploma. Por que perder tempo e esforço buscando formação? Aprenderam lá atrás com seus pais e mestres que sempre existe uma saída mais confortável.
O que dizer de nossos governantes? _Fulano é corrupto. _O partido “B” rouba menos que o partido “A”._ Nosso candidato recebeu uma verba de campanha “gratuita, totalmente sem interesses” de uma grande empreiteira para facilitar sua campanha à eleição deste ano. Com este dinheiro podemos financiar um grande “showmício” que vai nos poupar o trabalho de ficar explicando nosso plano de governo.
O nosso país se prostitui em berço esplendido. Nós ao invés de convertê-lo, nos empenhando em mostrar uma outra realidade possível, nos deitamos com ele. Nossa religião alcançou a mídia e absorveu dela o gosto pelo espetáculo, pelo show e a excessiva preocupação pelos números do ibope. O que os move? O que nos move? Em que nos baseamos? Quais os nossos princípios? Como converter nossas repulsas por estes quadros em atitudes concretas de reestruturação de nós mesmos, dos outros e da casa comum? Como cristão vou arriscar algumas dicas.
“Tira primeiro a trave que esta em seu olho. Evite a porta estreita. Se quiser ser o primeiro ponha-se a servir os demais. Busque primeiro construir um reino onde todos tenham vida e a tenham em abundancia. Lembremos-nos sempre Daquele que é nossa razão primeira e nossa meta derradeira. Ame-mos sempre como aquele que nos amou desde o princípio”.

Rubens Valeriano, menino de família extremamente humilde de Monte Santo de Minas, se destacava com sua magrela velha de 18 marchas frente aos colegas com bikes importadas. Na época eu deveria ter meus 26 anos e iniciava minha carreira como adepto do Mountain Bike e fanático pelas trilhas. Não existia competições, somente as trilhas de fim de semana onde dezenas de ciclistas se reuniam pra enfrentar os morros e estradas da região e voltar cheio de tombos e cicatrizes. Eu era um deles, que sempre caía, machucava e estragava minha bike invocada. Era um do que sempre comeram poeira do querido Rubinho, que já naquela época voava com os pedais. O cara sempre foi um fenômeno! Era a disciplina, força e garra em pessoa.
Quase sempre sem patrocínio (que hj. é dado por uma das melhores equipes do Brasil e pela Prefeitura), apoio ou subsídio, o servente de pedreiro Rubinho se acostumou com o pódio em todas as corridas que participou nos diversos cantos desse Brasil e até no exterior. Hoje o esforço do nosso parceiro de trilhas e 2° no ranking nacional foi compensado.
Valeu Rubinho!!!!!!
Te esperamos em casa véio!!!
E anda! “Soca, soca, soca, soca!!!!!!!!”
GloboEsporte.com > Pan2007 > Moutain Bike – NOTÍCIAS – Rubens Valeriano ganha prata para o Brasil:
“O Brasil conquistou mais uma medalha de prata neste sábado. O ciclista Rubens Valeriano chegou em segundo lugar na prova de mountain bike masculina, disputada no Morro do Outeiro, Zona Oeste do Rio. Aos gritos da torcida, o atleta mineiro cruzou a linha de chegada, comemorando bastante. Ele tirou as mãos do guidão e jogou a garrafa para o público.
- Não esperava conquistar a prata. Arranquei atrás do americano na primeira volta e consegui manter o ritmo. Infelizmente não deu para ultrapassá-lo, mas fico feliz com o segundo lugar e também, com o resultado do Ricardo – declara Rubens que ficou 1m47s atrás do primeiro colocado.
O americano Adam Craig confirmou o favoritismo e venceu a prova, com o tempo extra oficial de 2h5m20s. O bronze ficou com o argentino Alejandro Gasco.
O outro brasuca na prova, Ricardo Pscheidt, não conseguiu manter a terceira colocação, posição conquistada na quarta volta. Na penúltima, no trecho da subida para o morro, Ricardo foi ultrapassado pelo mexicano Ignácio Torres e por Gasco. Ele perdeu ainda mais tempo ao bater na traseira do argentino e terminou a prova na quinta colocação.”
Aportaram no domingo no Vale da Sta. Clara, em Visconde de Mauá, minhas tias Lúcia, Carlota e Viridiana, enquanto eu e Cláudia nos desdobrávamos na longa trilha do Alcantilado, numa luta medrosa e corrida contra o tempo, que faz o sol se por às 17:30 atrás das montanhas, causando uma queda brusca de temperatura que nos pegaria desagasalhados e famintos.
Trouxeram na mochila, ou melhor, malas e malas, amor, carinhos de tias, muuuuuuuuuuuita comida, cerveja, vinho do Porto, chocolates, doces, ovo frito, e ainda uma aniversariante que nos patrocinou um churras argentino comandado pelo cunhadón. A aniversariante era a Tia Viridiana, a placidez em pessoa.
Nós viemos embora, elas ficaram. Beijos moças! Juízo aí!!!
Ensimesmado é o tempo
Que pergunta ao momento
Do tempo que o tempo tem
Pra eternizar o sempre
Eternidade é um todo
Que abraça o tempo de tudo
E todo eterno sobrevive
Ao tempo todo abraçado
Divindade é a vida
Cara metade do todo
Tempo divino do sempre
Momento do abraço eterno
.
André
Aportaram no domingo no Vale da Sta. Clara, em Visconde de Mauá, minhas tias Lúcia, Carlota e Viridiana, enquanto eu e Cláudia nos desdobrávamos na longa trilha do Alcantilado, numa luta medrosa e corrida contra o tempo, que faz o sol se por às 17:30 atrás das montanhas, causando uma queda brusca de temperatura que nos pegaria desagasalhados e famintos.
Trouxeram na mochila, ou melhor, malas e malas, amor, carinhos de tias, muuuuuuuuuuuita comida, cerveja, vinho do Porto, chocolates, doces, ovo frito, e ainda uma aniversariante que nos patrocinou um churras argentino comandado pelo cunhadón. A aniversariante era a Tia Viridiana, a placidez em pessoa.
Nós viemos embora, elas ficaram. Beijos moças! Juízo aí!!!
Ensimesmado é o tempo
Que pergunta ao momento
Do tempo que o tempo tem
Pra eternizar o sempre
Eternidade é um todo
Que abraça o tempo de tudo
E todo eterno sobrevive
Ao tempo todo abraçado
Divindade é a vida
Cara metade do todo
Tempo divino do sempre
Momento do abraço eterno
.
André
Voltei!!! Quebrado, dolorido, cansado, queimado, ressecado do frio e cheirando a cinzas de lenha queimada, mas feliz da vida! Saldo de um joelho fudido, minhas hérnias apitando, meu “asiático” querendo voltar as paradas de sucesso, mais de 80km de trekking, 1100 km de asfalto, 31.500 curvas pra direita, 29.800 pra esquerda. Chocolates, chocolates e mais chocolates. 2 tortas de framboesa da Cristina de Maringá/RJ. Trutas e trutas e algumas frutas. 3 graus de frio a noite… lenha, lenha, lenha… fogo, fogo, fogo… frio, frio, frio.
O guia que iria me levar ao cume do Agulhas Negras me deu o cano, contudo acabei escalando 2 outros locais, só de raiva!
Mariana, minha filha, acompanhou o pai Jerico, doido, numa escalada de 1100 mts até Alto dos Brejos, que fica a 2500 mts do nível do mar – sem pestanejar, a danada – e curtiu o visú ao lado do véio. Inesquecível!
Ficam as imagens e as lembranças das maravilhas como: a lua cheia e certeira em seu nascer atrás das montanhas de araucárias (20:10), 6:00 da manhã com geada, névoa e nuvens a cobrir tudo que está abaixo de 1500 mts, as trilhas e subidas infinitas, e vigor muscular, dor, alegria, paz e pacotes com pacotes de renovação.
Ah! Volto dia 17. Ai minha grana!





Fotos tiradas de 29/06 a 2/07 de:
- Escaladas ao Alto dos Brejos (2500 mts), Alcantilado, Serra Selada (1800 mts).
- Trilhas do Alcantilado, Sta. Clara, Santuário.
- Cachoeiras Sta Clara, Alcantilado, Santuário.
- Maringá/RJ e Maringá/MG
- Pq. Nacional Itatiaia e Agulhas Negras